Prioridades no food service

Jeniffer OliveiraAtendimento, Food ServiceLeave a Comment

prioridades no food service

Nos últimos tempos, os termos essencial e necessário tiveram seus conceitos ressignificados. Dentro das listas de permissões daquilo que podemos e não podemos fazer na quarentena se encontra também o humor e estado de estado mental de quem está a meses em casa, sem sair apenas para casos de necessidade.

Já no seu food service, todos aqueles utensílios sem uso e os ingredientes que estão começando a vencer pela falta de saída de produtos que a pandemia causou. É o momento perfeito de criar novas prioridades para a sua cozinha, mas como saber quais são elas?

Responder estas questões não é uma coisa simples, pois é necessário levar em conta vários aspectos quando se possui um food service. É preciso estar atento às reportagens para saber o que se fazer e não fazer, afinal muitos noticiários informam as novas leis ou medidas provisórias a serem tomadas pelo comércio em geral.

A alta culinária têm enaltecido os produtos acessíveis ao bolso para os clientes e essa onda tem crescido em grande escala nos últimos anos. Os restaurantes que optaram por ingredientes mais naturais e acessíveis foram os que ganharam maior espaço nos últimos tempos, pois boa parte dos clientes preferem optar pela simplicidade do que pela sofisticação nos seus alimentos do dia-a-dia.

Em uma pesquisa de monitoramento da empresa Hibou, a média seria de que seis em cada dez brasileiros teriam a preferência de alimentarem-se com mais calma, principalmente no horário do almoço.

O pé no freio é algo que tem acontecido a meses e precisa ser seguido à risca. Agora é o momento de tornar as tendências que vemos tanto e torná-las em realidade. Levando como exemplo o minimalismo que já estava na moda e já era adotado por alguns outros restaurantes. É preciso entender que essa é a hora em que precisamos de menos, e fazer com que isso seja o suficiente. Com menos opções a angústia de ver que o seu menu não está saindo será muito menor.

Muitas variações do mesmo produto nunca ajudaram, pelo contrário, dificultavam a escolha do cliente que tinha uma cartela de escolha muito grande e não sabia qual opção escolher, principalmente se era um novo cliente.

 

Planeje-se mais com as prioridades do food service

A questão de economia atingiu a todos agora. É necessário saber todos os custos se você quiser operar dentro desses tempos que nos encontramos, e cortar tudo aquilo que seja gasto desnecessário. A projeção é de que alguns espaços gastronômicos sofram com um encolhimento depois da reabertura do comércio. A diminuição de mesas, uma maior higienização dos equipamentos são necessidades que precisam ser atendidas, além é claro do uso de máscaras pelos colaboradores.

É hora de valorizar mais os ingredientes e diminuir os desperdícios de comida, executando melhor os processos e tendo mais atenção nas preparações de cada prato.

Esta projeção tende a alongar-se e se adaptar ao longo do tempo. Mudanças se fazem necessárias, principalmente as voltadas para a saudabilidade e diminuição de lixo reciclável e alimentício. Produtos que fortalecem o sistema imunológico tem uma saída maior do que teriam antigamente.

No início da quarentena a maior demanda foi de produtos de cesta básica, como arroz, feijão e outros itens da mesma espécie. Com o meio da quarentena chegando, as maiores procuras são de itens que dêem suporte nutricional e itens frescos para o almoço. O abastecimento ainda está aquecido, mas uma possível instabilidade econômica poderá fazer com que o consumidor opte por qualidade de produtos e não marcas famosas, que é o que está acontecendo no momento.

O aproveitamento de insumos foi levado para dentro de casa.

O interesse pelo consumo de frutas, verduras e outros alimentos naturais aumenta exponencialmente. O interesse em comer comida de verdade e sem exageros e sentir o sabor do prato é o que tem regido os gostos da maior parte da população durante os tempos de quarentena.

As pequenas modificações que têm sido feitas durante a quarentena, a consciência de se alimentar corretamente promete ficar. Afinal, em certo ponto, todos estão de alguma maneira cozinhando mais em casa, além de prestarem atenção no quanto comem diariamente. É um costume comum em alguns lugares da Europa não terem funcionárias domésticas. Então, as pessoas fazem as suas refeições rapidamente sem nenhum problema.

Adotar uma nova postura seria a solução?

De acordo com a última pesquisa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO) aponta que o Brasil encontra-se na 10ª posição entre os países que mais desperdiçam comida no mundo. Antes da pandemia, cerca de 28% dos alimentos se perdiam no processo de produção na lavoura e mais 28% iam para o lixo depois. O Brasil possui uma cultura de excesso que precisa mudar rapidamente.

De acordo com psicólogos, antes do brasileiro instalar a quarentena, era mais comum ver mesas de restaurantes fartas e isso ser valorizado socialmente. Independente do contexto, menos sempre é mais, menos no contexto das mesas de restaurante. Isso apenas demonstra a necessidade de impossibilitar o incômodo pela falta. O alimento é também um vetor de sobrevivência antes de ser um vetor social. 

É comum para o ser humano ter medo de conviver com desconforto e sensações desagradáveis. É mais fácil para uma pessoa ter uma geladeira cheia e deixar os produtos vencerem por não usar do que conviver com o medo da falta.

Mesmo o Brasil possuindo uma farta distribuição de alimentos e produzir muito mais do que consome, estocar abusivamente durante tempos de pandemia pode trazer mais consequências. Especialmente mais financeiras do que faltas no setor alimentício. É necessário sempre planejar para comprar apenas aquilo que será usado.

 

Esperamos que este artigo consiga te ajudar a ver as coisas claramente durante tempos tão difíceis.

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